19 de janeiro de 2012

Crescimento choroso

As lágrimas que escorrem
Pelo braço recolhido
Junto a olhos que sofrem
A inundação do oprimido.

Porque já foi uma criança
Suportando o autoritarismo
Esmagador da esperança
De não ver mais o egoísmo...

Naqueles olhos tão claros.

Mas parece engolir
A saúde da alma
Até sucumbir
Inteira e moldada calma.

E o ser pequeno
Já não tolera a humilhação
De lhe roubar o contento
Na dita ausência de noção.

Prosta-se a chorar
Junto ao braço recolhido...
[Mais uma vez]
A vergonha continua a lhe tomar
No âmago, agora, mais ferido.

E já é uma moça.

Haja a chance de perdoar
Depois.
Bem depois.
Até a insistência miserável sarar.

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